Início » FIFO, LIFO e FEFO: quando utilizar essas técnicas na gestão de estoque?
O que você vai encontrar neste artigo:
ToggleA gestão de estoque eficiente é a base de operações logísticas, principalmente de e-commerces. Como os produtos entram, permanecem e saem do estoque influencia custos, perdas, giro e a satisfação do cliente.
Ferramentas como FIFO, LIFO e FEFO podem ajudar nessa tarefa, descomplicando a gestão de estoque. Mas o que são exatamente? E mais: quando utilizar cada técnica?
Neste artigo, respondemos essas e outras questões sobre FIFO, LIFO e FEFO. Acompanhe e confira tudo o que você precisa saber para utilizar essas técnicas corretamente.
A sigla FIFO significa First In, First Out, ou Primeiro que Entra, Primeiro que Sai. Parte do princípio de que os itens mais antigos no estoque devem ser os primeiros a serem vendidos ou utilizados.
Significa Last In, First Out, ou Último que Entra, Primeiro que Sai. Segue a lógica oposta do FIFO: os produtos mais recentes são priorizados na saída. O método LIFO estoque é pouco utilizado no Brasil, principalmente por questões fiscais e pela dificuldade de alinhamento com práticas contábeis locais.
Sigla de First Expired, First Out, ou Primeiro que Vence, Primeiro que Sai. É uma evolução do FIFO voltada para produtos com prazo de validade, priorizando a saída dos itens com vencimento mais próximo.
O método FIFO estoque é o mais difundido entre as empresas. Sua aplicação está relacionada à organização física do estoque e ao controle rigoroso de entradas e saídas.
O FIFO logística estabelece que os produtos mais antigos estejam posicionados de forma acessível, garantindo que sejam expedidos antes dos itens mais recentes. Isso pode ser operacionalizado por meio de endereçamento logístico, uso de sistema WMS e processos de picking.
Mas, afinal, quando usar FIFO? Esse modelo é ideal para empresas que trabalham com:
O FIFO contribui para uma gestão financeira mais estável, pois reduz o risco de perdas e melhora a acuracidade do estoque. É a melhor escolha para gestores que querem ter mais eficiência operacional e padronização do estoque.
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O método LIFO estoque possui aplicação bastante limitada no contexto brasileiro. Como o próprio conceito indica, o LIFO logística prioriza a saída dos itens mais recentes, mantendo os produtos antigos armazenados por mais tempo.
Em teoria, isso pode ser interessante em cenários específicos, como operações nas quais os itens não sofrem deterioração, obsolescência ou perda de valor com o passar do tempo.
Porém, ao analisar quando usar LIFO, deve-se considerar dois fatores. O primeiro é o fiscal: no Brasil, o uso do LIFO não é aceito pelas normas contábeis para fins de apuração de resultados. O segundo é operacional: manter produtos por longos períodos pode gerar ineficiências, aumento de custos e risco de perdas.
O método FEFO é voltado ao controle de estoque por validade, priorizando exclusivamente o prazo de vencimento dos produtos para estabelecer sua saída.
Independentemente de quando o item entrou no estoque, ele será expedido primeiro se estiver mais próximo da data de vencimento. Para aplicar o FEFO, é importante ter um controle rigoroso, geralmente apoiado por tecnologia.
O FEFO é mais indicado para empresas de alimentos e bebidas, cosméticos, produtos químicos, farmacêuticas e hospitais. Nesses casos, aplicar os critérios de validade estoque também contribui para a conformidade regulatória e segurança do consumidor.
Mesmo que o FEFO tenha menor relevância para alguns modelos de negócio, sua importância é inegável na gestão de estoque perecíveis. Utilizar essa metodologia evita perdas financeiras significativas.
O FIFO se destaca pela simplicidade e eficiência em operações com alto giro e baixa criticidade de validade. O LIFO é pouco viável no Brasil devido a restrições fiscais e operacionais. Já o FEFO é indispensável em contextos em que a validade é um fator determinante.
Para definir qual método de estoque usar, o gestor deve considerar a natureza dos produtos armazenados, a existência (ou não) de prazo de validade, o giro de estoque, as exigências fiscais e regulatórias e o nível de controle e tecnologia disponível.
Em muitos casos, é possível combinar metodologias, aplicando FIFO para determinados SKUs e FEFO para outros. A abordagem híbrida traz melhores resultados, desde que estruturada corretamente.
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